Polícia australiana diz que interveio para salvar vidas no sequestro

"Se [a polícia] não tivesse entrado haveria mais mortos. Salvaram-se vidas", assegurou o comissário da polícia de Nova Gales do Sul.

A polícia australiana defendeu hoje a sua atuação no sequestro num café localizado no centro financeiro de Sydney, o qual resultou em três mortes, na de dois reféns e do sequestrador, e em seis feridos.

"Se [a polícia] não tivesse entrado haveria mais mortos. Salvaram-se vidas", disse o comissário da polícia do estado de Nova Gales do Sul, Andrew Scipione.

Os reféns Katrina Dawson, uma advogada australiana de 38 anos e mãe de três crianças, e o seu compatriota Tori Johnson, de 34 anos e gerente do estabelecimento, perderam a vida no incidente.

O canal 9 da televisão local informou que aparentemente Tori Johnson tentou desarmar o sequestrador, identificado como Man Haron Monis, quando este começou a disparar, o que motivou a intervenção policial.

As autoridades australianas quase não facultaram detalhes da operação levada a cabo no interior do Lindt Chocolate Cafe, localizado na zona financeira de Martin Place.

"Eles não tinham opção", afirmou o comissário.

As autoridades australianas abriram uma investigação independente para clarificar o sucedido que poderá durar "semanas".

No sequestro, seis pessoas ficaram feridas, três das quais na sequência de disparos, apesar de não haver informações claras sobre se provinham da arma do sequestrador ou do assalto policial ao café.

Os feridos, cinco mulheres e um agente, que apresentam um quadro estável, foram todos atendidos em hospitais da zona.

Man Haron Monis entrou na manhã de segunda-feira no café e sequestrou 17 pessoas que estavam no interior, entre pessoal e clientes.

Entre os reféns estava a empresária brasileira Marcia Mikhael, que durante o sequestro escreveu na sua página de Facebook: "Agora [o sequestrador] está a ameaçar-nos de morte. Necessitamos de ajuda agora mesmo. O homem quer que o mundo saiba que a Austrália está a ser atacada pelo Estado Islâmico".

A polícia interveio cerca de 17 horas após o sequestro.

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