Pequim saúda acordo de Genebra sobre programa iraniano

A China saudou hoje o acordo de Genebra sobre o programa nuclear iraniano, considerando que vai "ajudar a salvaguardar a paz e estabilidade no Médio Oriente", declarou o chefe da diplomacia chinês, Wang Yi.

"Este acordo vai contribuir para manter o programa internacional de não proliferação nuclear (e) salvaguardar a paz e a estabilidade no Médio Oriente", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês.

O acordo "também vai ajudar as partes a começarem a fazer trocas normais com o Irão e a providenciar uma vida melhor para o povo iraniano".

O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que o acordo segue-se "a uma década de trabalho duro, particularmente nos últimos dias, quando se entrou na fase final de negociações difíceis".

A China é um dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, que com a Alemanha e o Irão negociaramu o acordo para que Teerão limite o enriquecimento de urânio, a atividade que suscita maiores suspeitas sobre a vontade do Irão de criar a arma nuclear.

Pequim está interessada em evitar a instabilidade no Médio Oriente, já que depende fortemente do petróleo para sustentar o forte crescimento económico.

A China também apelou para que os problemas na região fossem resolvidos através da diplomacia e não de intervenções militares.

Com a Rússia, a China bloqueou anteriormente esforços de países do Ocidente na ONU para intervir militarmente na Síria.

"Também queremos saudar as partes envolvidas nas negociações por terem demonstrado flexibilidade e pragmatismo", referiu ainda o chefe da diplomacia chinesa.

No âmbito do acordo alcançado, o Governo iraniano comprometeu-se a parar o enriquecimento de urânio até 20% e só poderá fazê-lo abaixo de 5%, apenas o suficiente para ser utilizado em atividades civis, a não expandir as centrais nucleares de Fordo e Natanz e a parar a construção da central de Arak, onde se poderia produzir plutónio.

Com este compromisso, as potências garantem o alívio das sanções contra o Irão, avaliadas em sete mil milhões de dólares, durante seis meses, mas se o país não cumprir por completo o acordo as sanções voltarão a entrar em vigor.

O acordo entre o Irão e as seis potências mundiais (os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha), concluído hoje em Genebra, prevê que o Irão também desmantele "os conetores técnicos" que permitem o enriquecimento acima de 5%.

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