Países do Golfo Pérsico e do Mar Vermelho negoceiam força naval conjunta

Os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros do Mar Vermelho estão a negociar a criação de uma força naval de combate à pirataria.

A matéria esteve em cima da mesa, sábado, numa reunião em Riad, na Arábia Saudita, um dos seis países do Golfo Pérsico que fazem parte do Conselho de Cooperação do Golfo.

Além da Arábia Saudita, participaram no encontro representantes dos restantes membros do Conselho (Omã, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait) e do Sudão, do Egipto, da Jordânia, do Iémen e do Djibouti.

Invocando os perigos sobre o tráfego marítimo causados pelos crescentes ataques de piratas somalis, os participantes na reunião salientaram que é da sua responsabilidade garantir a segurança do Mar Vermelho, refere um comunicado hoje divulgado pela agência noticiosa francesa France Presse.

Assim defendem a criação de uma força naval comum de combate à pirataria.

"A questão está em vias de negociação e esperamos chegar a um acordo", afirmou, em declarações aos jornalistas, o comandante da Marinha saudita, o príncipe Fahd ben Abdallah.

O monarca adiantou que os países-participantes no encontro estão também a estudar os meios de cooperar com as forças navais de vinte países que patrulham o Golfo de Aden e a costa da Somália, onde os piratas somalis actuam.

A Armada norte-americana avisou recentemente que a zona Sul do Mar Vermelho era um alvo potencial dos piratas, que ameaçam uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.

Treze navios, com 195 tripulantes, encontram-se ainda sob controlo dos piratas somalis no Golfo de Aden e no Oceano Índico.

Navios sob comando norte-americano, europeu e da Aliança Atlântica, assim como da China e da Rússia, estão estacionados na região para lutar contra a pirataria.

Há uma semana, a missão da fragata portuguesa Corte-Real no Golfo de Aden terminou em grande, depois de ter conseguido escoltar navios e impedir um ataque de piratas.

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