Obama pede libertação do Nobel da Paz

Num comunicado à distinção do activista chinês Liu Xiaobo, o presidente americano lembrou a China que "os direitos fundamentais de cada homem, de cada mulher e de cada criança devem ser respeitados"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou hoje a atribuição do Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo e pediu a Pequim para libertar o activista.

"Apelamos ao governo chinês para libertar Liu o mais depressa possível", disse Obama em comunicado. Para Barack Obama, distinguido em 2009 com o Nobel da Paz, Liu Xiaobo "sacrificou a sua liberdade às suas convicções".

"Ao atribuir o prémio a Liu, o Comité Nobel escolheu um porta-voz eloquente e corajoso da causa dos valores universais defendidos por meios pacíficos e não-violentos, nomeadamente a democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito", considerou o presidente dos Estados Unidos.

Obama notou que a China fez nos últimos 30 anos "progressos consideráveis" na via das reformas económicas, permitindo a saída de milhões de pessoas da pobreza.

"Mas este prémio vem lembrar-nos que as reformas políticas não avançaram e que os direitos fundamentais de cada homem, de cada mulher e de cada criança devem ser respeitados", sublinhou.

Liu Xiaobo está preso há quase dois anos, pela terceira vez, por actividades consideradas subversivas.

Uma das principais figuras dos protestos de Tiananmen, em 1989, Liu foi condenado por um tribunal de Pequim a 11 anos de prisão, acusado de ter tentado "subverter o Governo".

Pequim afirmou já que a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo pode prejudicar as relações entre a China e a Noruega, considerando mesmo que a distinção do dissidente "é totalmente contrária aos princípios" deste galardão.

Liu Xiaobo junta-se, assim, a uma galeria de notáveis como Barack Obama (2009), Kofi Annan (2001), Ximenes Belo e José Ramos-Horta (1996), Nelson Mandela e Frederik Klerk (1993) e Aung San Suu Kyi (1991), entre outras personalidades e organizações internacionais.





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