O homem que pode vir a liderar o Labour acusa Blair de guerra "ilegal" no Iraque

O candidato que as sondagens apontam como favorito para líder dos trabalhistas afirmou que a guerra no Iraque foi "ilegal" e que Tony Blair, então primeiro-ministro, pode ser julgado por "crime de guerra"

Quando perguntaram a Jeremy Corbyn - que as sondagens apontam como favorito na sucessão a Ed Miliband, como líder do Partido Trabalhista (Labour Party) inglês - se Tony Blair, ex-primeiro-ministro trabalhista, deveria ser julgado pelo seu papel na Guerra do Iraque, este respondeu: "Se ele tiver cometido um crime de guerra? Sim."

A pergunta foi feita durante uma entrevista num noticiário da BBC, esta terça-feira. A Corbyn, ativista antiausteridade, membro da Amnistia Internacional e militante da ala mais à esquerda do Partido Trabalhista, a jornalista perguntou ainda se achava que Blair havia cometido um crime de guerra. Corbyn, de 66 anos, respondeu que a guerra do Iraque foi "ilegal" e que era possível que o próprio ex-primeiro-ministro Blair - um dos líderes da coligação encabeçada pelos EUA, então de George W. Bush - fosse julgado.

Corbyn, que lidera a corrida em que também participam Yvette Cooper, Andy Burnham e Liz Kendall, foi um crítico acérrimo da invasão ao Iraque e, nesse ano de 2003, organizou um dos mais veementes protestos anti-guerra.

O candidato a sucessor de Ed Miliband, que se demitiu na sequência de uma pesada derrota nas últimas eleições legislativas do Reino Unido, fez ainda referência, por diversas vezes, ao relatório Chilcot, uma investigação liderada por Sir John Chilcot sobre a guerra que, embora terminada em 2011, ainda não foi publicada. Corbyn afirmou esperar que o relatório saísse "em breve".

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