Norte ameaça atacar o sul por protestos contra líderes

A Coreia do Norte ameaçou hoje atacar a Coreia do Sul "sem piedade" e "sem aviso prévio" como vingança pelas recentes manifestações em Seul contra o regime de Kim Jong-un.

A Comissão Nacional de Defesa, órgão que rege os assuntos militares norte-coreanos, dirigiu a ameaça por fax ao Conselho Nacional de Segurança Nacional da Coreia do Sul através da linha de comunicação militar da fronteira ocidental, informou uma porta-voz do Ministério da Unificação de Seul, citada pela agência Efe. Pyongyang indicou na missiva que se continuarem as manifestações em Seul contra a "mais alta dignidade" do Estado comunista, referindo-se aos líderes norte-coreanos, será levado a cabo um ataque "sem piedade" e "sem aviso prévio" contra o país vizinho.

Centenas de sul-coreanos manifestaram-se em Seul na terça-feira, quando se assinalaram dois anos da morte do antigo ditador norte-coreano Kim Jong-il, contra o regime de Pyongyang, tendo sido queimadas imagens dos líderes da dinastia Kim, altamente venerados na Coreia do Norte, durante os protestos. A Coreia do Sul respondeu à nova ameaça norte-coreana através da linha de comunicação militar com outro fax em que alertou que responderá "com contundência" a "qualquer provocação".

Apesar de as ameaças norte-coreanas serem relativamente frequentes, não é habitual elas serem apresentadas diretamente ao sul através da linha de comunicação militar, sendo normalmente enviadas através de comunicados divulgados pelos seus meios estatais, como a agência noticiosa KCNA. Seul acredita que a Coreia do Norte está a viver um período de instabilidade depois da execução, na semana passada, do tio do líder norte-coreano que era o número dois do regime.

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