Negociações difíceis enquanto o tempo se esgota para os pactos em Espanha

Prazo para acordos a nível municipal termina já no dia 13. Mas com as legislativas do final do ano em mente ninguém arrisca um apoio que lhe possa custar votos nas urnas.

Esta é a semana decisiva para definir o mapa político do poder local em Espanha. No dia 13 devem estar constituídas as novas câmaras municipais e os partidos procuram chegar a acordo para formar governo onde não há maiorias absolutas - o cenário mais dominante em todo o país. E nem sempre serão as listas mais votadas nas eleições de 24 de maio as que vão conseguir impor-se. Por isso as forças políticas procuram os melhores aliados.

As negociações estão a ser difíceis e ninguém esquece que no fim do ano há legislativas. Um mau acordo pode fazer perder muitos votos nas eleições. No caso das comunidades, as negociações podem prolongar-se por mais tempo e nalgumas até se poderá ir às urnas uma segunda vez devido à falta de acordo entre os candidatos para designar os novos presidentes das autonomias.

Os líderes dos quatro principais partidos em Espanha tiveram uma semana intensa de reuniões. Ma-riano Rajoy (PP), Pedro Sánchez (PSOE), Albert Rivera (Ciudadanos) e Pablo Iglesias (Podemos) tratam de chegar aos melhores acordos para as suas formações e mantiveram encontros bilaterais com a exceção de Rajoy, que não quis reunir-se com Pablo Iglesias.

Num cenário novo da política espanhola, com os votos divididos entre mais partidos de forma equilibrada, cada um tem os seus desafios. O PP, mesmo sendo o mais votado, corre o risco de perder muitas câmaras e comunidades como Aragão, Navarra, Valência e Madrid. O PSOE é o mais votado à esquerda mas precisa de acordos com uma esquerda mais radical se quer tirar os populares do poder. E Podemos e Ciudadanos têm nas mãos as últimas peças para finalmente definir a cor política do território espanhol.

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