Musallam quis voltar a casa por isso o mataram, diz o pai

Oriunda de Jaffa, a família do jovem árabe desmente que ele fosse agente da Mossad e garante que foi enganado pelos jihadistas

O Estado Islâmico (EI) publicou um vídeo onde se vê Mohammad Musallam a ser executado por uma criança de dez anos. Cidadão árabe israelita e residente em Jerusalém Oriental, Musallam foi acusado pelo EI de ser um espião a soldo da Mossad, daí a sua execução. O pai do jovem declarou, porém, que os extremistas assediaram o filho com promessas que não cumpriram e que ele tentou regressar a casa e por isso foi morto.

O vídeo, de 13 minutos, mostra Musallam, de 19 anos, vestido com um fato macaco de cor laranja, ajoelhado e tendo atrás de si um jihadista que, falando com sotaque do Sul de França, afirmou "Aqui estão os jovens do califado. Eles matarão os que forem enviados pela louca Mossad para espiar os segredos dos mujahedines [combatentes] e dos muçulmanos." A criança que está ao lado do jihadista, coloca-se em seguida à frente de Musallam a quem alveja na cabeça.

A declaração do jihadista refere-se à entrevista dada por Musallam e já publicada na Dabiq, revista do EI, e na qual o jovem assume ter sido recrutado pela Mossad (serviços secretos israelitas que atuam no exterior). É também mostrada uma cópia de um passaporte onde está registada a cidadania israelita de Musallam e uma lista de alegados espiões da Mossad, com nomes, ocupação e residências.

Enquanto a polícia e o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelitas mantêm o silêncio sobre o assunto, um porta-voz do Shin Bet (serviços secretos de Israel que, normalmente, atuam no país) confirmou que Musallam saiu de casa por sua iniciativa a "24 de outubro", viajou para a Turquia de onde "cruzou a fronteira para a Síria e juntou-se ao EI para lutar pela organização".

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