Movimentos de contestação querem saída de Saleh já

Os movimentos de contestação ao regime de Ali Abdallah Saleh, no Iémen, exigem a saída imediata do presidente que no sábado concordou em deixar o poder dentro de 30 dias.

O partido presidencial no Iémen, o Congresso Popular Geral, aceitou no sábado a saída, no prazo de um mês, do Presidente Ali Abdallah Saleh do poder, uma medida reclamada pela oposição e proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo. O Conselho propôs a formação de um governo de união nacional, a transferência dos poderes do chefe de Estado para o vice-presidente e o fim das manifestações, proposta que foi aprovada pela oposição no Iémen, mas que não agrada aos movimentos que contestam o regime nas ruas. "A rejeição desta iniciativa é consensual", disse hoje Abdel Malik Al-Youssoufi, um dos líderes dos manifestantes que permanecem acampados junto da Universidade de Sana, epicentro da contestação.

Abdel Malik Al-Youssoufi considera que a iniciativa dos países do Golfo "aborda o problema como se se tratasse de uma crise entre dois países políticos e nós viemos para a rua exigir uma mudança global". Por seu lado, Ahmed al-Wafi, líder da contestação em Taez, segunda cidade do país, considerou que o presidente Saleh, no poder há 32 anos, quer apenas "ganhar tempo". "Os jovens só aceitarão uma partida imediata de Saleh e não estamos interessados em nenhuma negociação", disse, acrescentando que a oposição parlamentar "acabará por seguir a rua".

Ahmed al-Wafi garantiu que os jovens irão permanecer nos locais de protesto e que pretendem relançar a contestação pacífica. Os Estados Unidos saudaram o plano proposto pelos países do Golfo e apelaram a todas as partes para que avancem "rapidamente" com a transição política. As manifestações contra o regime do presidente Saleh começaram em Janeiro e já provocaram mais de 130 mortos, segundo fontes hospitalares.

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