Morreu o espião que condenou a irmã Ethel Rosenberg à morte

Um espião que passou segredos do programa nuclear norte-americano à União Soviética morreu em julho, aos 92 anos. A confissão de David Greenglass condenou a irmã Ethel Rosenberg à morte.

Greenglass roubou e passou informação secreta enquanto trabalhava no Projeto Manhattan, de desenvolvimento da bomba atómica, em Los Alamos, no Novo México. Convertido ao comunismo na juventude, o norte-americano confessou mais tarde, depois de ser apanhado, que passava a informação ao cunhado, Julius Rosenberg, casado com Ethel.

O caso foi um dos escândalos de espionagem mais importantes da Guerra Fria e acabou com a execução do casal Rosenberg, em 1951, por traição. O casal insistiu até ao fim que era inocente.

Depois de ser preso, em 1950, Greenglass forneceu as provas que condenaram a irmã e o cunhado à morte, ao dizer que ela estava presente numa das reuniões e que a viu a datilografar as notas.

Greenglass confessou anos depois, a um jornalista, que mentiu para salvar a sua vida e a da mulher. "Como um espião que entregou a família... Não me importo. Durmo bem", disse. Depois de sair da prisão viveu em Nova Iorque, com uma identidade falsa.

O antigo espião cumpriu dez anos de uma pena de 15 e foi libertado em 1960. Morreu a 1 de julho, em Nova Iorque, mas a sua morte só foi conhecida agora. Numa declaração emitida ontem, os sobrinhos dizem que foram David e Ruth Greenglass que passaram informação à URSS, culpando depois os seus pais.

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