Mil imigrantes subsarianos impedidos de entrar em Melilla

Guarda Civil espanhola e autoridades marroquinas impediram cerca de um milhar de imigrantes de origem subsariana de acederem à cidade autónoma.

A Guarda Civil espanhola e as autoridades marroquinas evitaram este sábado a entrada em Melilla de cerca de mil imigrantes de origem subsariana que tentavam aceder àquela cidade autónoma espanhola.

Fontes policiais indicaram à agência Efe que as autoridades estavam sob alerta máximo depois de terem avistado, através das câmaras térmicas, várias centenas de imigrantes de origem subsariana, um número que poderá ser superior a um milhar.

O protocolo foi acionado levando a uma mobilização policial de grande monta, tanto do lado espanhol, como do marroquino, numa operação apoiada por um helicóptero da Guarda Civil.

Os acessos à estrada paralela à cerca foram cortados como medida de segurança. Vários imigrantes conseguiram superar a primeira de duas barreiras, mas as autoridades de Marrocos intervieram, não havendo nenhuma prova de que alguém tenha entrado em Melilla, de acordo com as mesmas fontes citadas pela agência espanhola.

No final de maio, cerca de 400 imigrantes ilegais conseguiram entrar em Melilla, depois de saltarem a fronteira com Marrocos, numa das mais fortes tentativas de assalto em grupo, segundo as autoridades locais.

Depois, já do lado espanhol, correram para o Centro Temporal de Acolhimento de Imigrantes (CETI), que já estava sobrelotado antes, com mais de 1900 pessoas.

Com essas novas chegadas, o CETI de Melilla ficou com uma ocupação quase quatro vezes superior à sua capacidade, que é de 500 pessoas.

Melilla está a viver uma extrema pressão migratória há várias semanas, mantendo em alerta as forças de segurança de Espanha.

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