MH17 foi atingido por "vários objetos", diz relatório

Num relatório preliminar, os peritos holandeses concluem que o avião da Malaysia Airlines se despenhou, a 17 de julho, no Leste da Ucrânia após ser atingido por "vários objetos" que "perfuraram o aparelho a alta velocidade".

O relatório do Dutch Safety Board garante não haver provas de "falha humana ou técnica".

As 298 pessoas que seguiam a bordo do avião, que partira de Amesterdão com destino a Kuala Lumpur, na Malásia, quando este caiu perto da cidade de Donetsk morreram. O aparelho poderá ter sido abatido pelos rebeldes pró-russos que dominam a região Leste da Ucrânia, onde estão envolvidos em combates com o exército ucraniano.

Segundo o relatório, tanto os dados das caixas negras como os registos de voo revelam que o MH17 seguia o seu curso normal até às 13:20 daquele dia 17 de julho, altura em que desapareceu dos radares. "A audição das comunicações entre os membros da tripulação no interior do cockpit [...] não revelam qualquer sinal de erro técnico ou de uma situação de emergência", pode ler-se no documento.

Os peritos afirmam ainda que "o padrão dos destroços no solo sugere que o aparelho se partiu em várias partes durante o voo".

Apesar de se tratar apenas de um relatório preliminar, as suas conclusões são significativas, uma vez que constituem "o primeiro relato oficial do que aconteceu", afirmou Anna Holligan, correspondente da BBC na Holanda, de onde eram 193 das vítimas.

O documento não atribui quaisquer culpas pela queda do avião, até porque está neste momento a decorrer uma investigação criminal liderada pelos procuradores de Haia.

O Governo da Ucrânia e vários países ocidentais, entre os quais os EUA, garantem haver provas de que os separatistas pró-russos abateram o avião com recurso a mísseis Buk. Moscovo tem negado repetidamente ter fornecido aos rebeldes mísseis ou outras armas.

As investigações contam com a colaboração de peritos britânicos, alemães, australianos, malaios, americanos, ucranianos e russos. O relatório final deverá estar pronto até ao fim do ano.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG