Violência regressa a Gaza

Exército israelita mata seis palestinianos em Gaza e na Cisjordânia, o pior dia desde o fim das operações em Gaza

O exército israelita matou seis palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, naquele que é já o pior dia desde que terminou o conflito em Gaza, há quase um ano. Três dos homens foram mortos a tiro junto à fronteira, perto da passagem de Erez. Aparentemente, as três vítimas eram civis que recolhiam ferragens e que, para as forças israelitas, exibiram "um comportamento suspeito" perto de uma área de acesso interdito.

O outro incidente, em Nablus, Cisjordânia, também provocou a morte a três palestinianos. A operação militar israelita envolveu meios aéreos e forças especiais não fardadas. Os soldados entraram de manhã cedo numa zona da cidade velha controlada pelas autoridades palestinianas e abateram três homens suspeitos de envolvimento na morte, há dois dias, de um colono judeu. Segundo testemunhas, os três palestinianos foram abatidos "a sangue-frio". No incidente, ficou ainda ferida uma mulher.

O colono israelita foi morto a tiro na mesma região (o seu corpo foi encontrado à beira de uma estrada, num carro crivado de balas) e os três homens mortos esta manhã eram militantes das Brigadas dos Mártires Al-Aqsa, ligada à facção palestiniana do movimento Fatah, que domina a Autoridade Palestiniana. Curiosamente, esta manhã, o Hamas demarcou-se do incidente, aproveitando para acusar a Fatah de cooperar com Israel. Entretanto, os militares israelitas reconheceram a autoria do ataque.

Esta onda de violência surge na véspera do primeiro aniversário da operação militar contra o Hamas, em Gaza, que iria durar até meados de Janeiro de 2009.  Na ocasião, morreram 1400 palestinianos e ficaram feridos mais de 4 mil, sobretudo civis. Do lado israelita houve 13 mortos e quase 200 feridos. Na Faixa de Gaza, ocorreu extensa destruição de edifícios e a população ficou isolada durante três semanas.

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