Uso de armas químicas por Assad seria "suicídio político"

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou que a utilização de armas químicas pelo regime do presidente sírio, Bashar Al Assad, seria um "suicídio político", numa entrevista em inglês emitida hoje pelo canal de notícias russo RT.

"Não acredito que a Síria vá usar as armas químicas. Se o fizesse, seria um suicídio político para o Governo", disse o chefe da diplomacia russa.

O mesmo responsável acrescentou que sempre que surge alguma informação ou rumores relacionada com o uso de armas químicas pelos sírios, a Rússia tenta comprová-los e fala "diretamente com o Governo sírio, que oferece garantias sólidas de que isto não acontecerá sob nenhuma circunstância".

Lavrov sublinhou que o maior perigo, algo que segundo o ministro russo os Estados Unidos e seus aliados europeus reconhecem, seria o apoderamento das armas químicas pelos rebeldes.

Reiterou que a postura de Moscovo quanto à mudança de regime na Síria não compete à Rússia e que esse é um assunto que deve ser resolvido pelos sírios.

A Rússia manteve-se o principal aliado da Síria durante os 21 meses de violência que o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) diz já ter causado mais de 44.000 mortos.

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