UE e Rússia preocupadas com alastrar do conflito sírio

A União Europeia (UE) manifestou hoje o seu receio face a uma possível propagação do conflito sírio após ataques aéreos israelitas na sexta-feira e no domingo perto de Damasco.

A Rússia, aliada de Damasco, afirmou-se igualmente preocupada com uma possível escalada da tensão na região.

"Seguimos com grande inquietação o evoluir da situação na Síria e a possibilidade de o conflito alastrar a regiões para além do território", disse Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em declarações a jornalistas em Bruxelas.

O porta-voz não se referiu explicitamente a Israel e limitou-se a advertir para o risco de uma escalada. "Todos devem fazer um esforço para não pôr em perigo a estabilidade já precária e frágil na região", referiu.

"Lançamos um apelo a todas as partes para encontrarem uma solução política. É a única via possível", afirmou.

Israel é acusado de ter feito dois ataques à Síria, na sexta-feira e no domingo, alegadamente para impedir uma transferência de armas para o Hezbollah libanês, aliado de Damasco e de Teerão.

Segundo a Síria, o Estado hebreu atacou na noite de sábado para domingo três posições militares a nordeste de Damasco, com mísseis disparados por aviões provenientes de Israel.

"Estamos a analisar todas as circunstâncias ligadas às informações muito preocupantes sobre os ataques aéreos de 3 e 5 de maio nos arredores de Damasco", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado.

"Um reforço da confrontação armada aumenta consideravelmente o risco de aparecimento de focos de tensão" em países vizinhos da Síria, apontou o Governo russo.

Estes ataques "não contribuem para a estabilização na região, ao contrário, só agravam a situação", declarou, por sua vez, o secretário do Conselho de Segurança russo, Nikolai Patruchev, citado pela agência Interfax.

A Síria está mergulhada na violência desde março de 2011 quando teve início uma revolta popular contra o regime que foi duramente reprimida, o que deu origem a uma guerra civil que já fez mais de 70 mil mortos.

A Rússia é um dos últimos aliados do regime sírio e opõe-se a qualquer ingerência no conflito.

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