Síria reafirma que não usará armas químicas contra o povo

A Síria reafirma que não vai utilizar armas químicas contra o seu povo, disse hoje fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citada pela agência oficial Sana.

"A Síria reafirma que não utilizará esse tipo de armas contra o seu povo, quaisquer que sejam as circunstâncias e se essas armas existirem", declarou a fonte, em reação a declarações da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

"A Síria luta com o povo contra o terrorismo da Al-Qaida, que é apoiado por países bem conhecidos, o primeiro dos quais é os Estados Unidos", afirmou.

Clinton deixou hoje, em Praga, um "aviso sério" ao regime de Damasco em relação a uma eventual utilização de armas químicas contra o povo.

"Essa é uma linha vermelha para os Estados Unidos", declarou Clinton aos jornalistas. "Uma vez mais advertimos seriamente o regime de (Bashar) al-Assad, cujo comportamento é condenável. Estas ações contra o próprio povo são trágicas", continuou.

Em Washington, fonte da defesa norte-americana indicou hoje, sob anonimato, que os serviços de informações internacionais detetaram a movimentação na Síria de componentes de armas químicas nos últimos dias.

A 1 de outubro, o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Mouallem, acusou os Estados Unidos de estarem a preparar o derrube do regime de Damasco sob o pretexto das armas químicas, como aconteceu no Iraque.

"Essas armas químicas na Síria, se existirem, e repito, se existirem, como é possível que sejam utilizadas contra o nosso próprio povo? Qualquer pretexto serve", considerou.

Segundo peritos, a Síria dispõe de 'stocks' de armas químicas que datam dos anos 1970 e que são as mais importantes do Médio Oriente, com centenas de toneladas.

O regime de Damasco reconheceu pela primeira vez no final de julho que possui armas químicas e ameaçou usá-las em caso de intervenção militar estrangeira, mas nunca contra a população síria.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG