Seis soldados mortos em ataque no Egito

Seis soldados morreram hoje num ataque levado a cabo por um grupo armado no nordeste do Cairo, indicou o porta-voz do Exército egípcio, que atribuiu a autoria do atentado à Irmandade Muçulmana.

As seis vítimas eram membros da Polícia Militar e encontravam-se num posto de controlo na zona Manfet Mustarad, no início da estrada que liga o Cairo à cidade de Ismailiya.

Os atacantes abriram fogo contra os militares cerca das 05:00 locais (03:00 em Lisboa), pouco depois da oração muçulmana da madrugada. Estes foram apanhados desprevenidos por se encontrarem a rezar, explicou o porta-voz do Exército, Ahmed Ali,

Em comunicado, Ahmed Ali revelou que o grupo de homens armados colocou ainda duas bombas nas imediações do posto de controlo com o objetivo de causar mais perdas humanas quando chegassem as equipas de socorro.

Efetivos da proteção civil localizaram os engenhos e desativaram-nos.

"Estes atos terroristas cobardes só aumentam a nossa perseverança nesta guerra contra o terrorismo", avisou aquele responsável militar.

Há apenas dois dias, um oficial das Forças Armadas egípcias morreu e três soldados ficaram feridos num outro ataque contra um autocarro militar no leste do Cairo.

O porta-voz militar responsabilizou também pelo ataque a Irmandade Muçulmana, organização declarada como terrorista pelo governo interino do Egito em dezembro último.

Em comunicado, citado pela Efe, a Irmandade Muçulmana negou estar implicada no ataque, condenou-o e expressou as suas condolências à família do oficial, como fez em anteriores ocasiões.

Além disso, acusou as Forças Armadas de responsabilizarem sempre a organização por "razões políticas, sem provas e antes de iniciarem qualquer investigação".

Desde o golpe militar de 03 de julho, que depôs o islamita Mohamed Mursi, dirigente da Irmandade Muçulmana, têm aumentado os ataques contra as forças de segurança egípcias.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG