Reconhecimento de Estado palestiniano é prematuro

Os EUA preveniram hoje que qualquer "reconhecimento internacional de um Estado palestiniano" será "prematuro", depois de a Suécia ter anunciado que vai reconhecer o "Estado da Palestina".

A porta-voz do Departamento de Estado, Jennifer Psaki, reafirmou o "apoio" de Washington ao princípio de um "Estado palestiniano", mas através de um processo de paz, de uma "solução negociada" e do "reconhecimento mútuo" entre palestinianos e israelitas.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, afirmou hoje no parlamento, no seu discurso de tomada de posse, que a Suécia vai reconhecer o "Estado da Palestina", sublinhando que a solução do conflito israelo-palestiniano passa pela criação de dois Estados.

Os EUA, e o seu secretário de Estado, John Kerry, promotores da retoma do diálogo direto entre israelitas e palestinianos, entre julho de 2013 e abril, sempre defenderam "uma solução de dois Estados vivendo lado a lado", lembrou Psaki.

Mas "são as partes que devem querer e poder ir em frente", acrescentou.

O novo governo sueco, que integra os sociais-democratas e os verdes, é mais favorável à causa palestiniana que o anterior e tem entre as suas prioridades o reconhecimento do Estado palestiniano e o apoio "ativo ao trabalho de reconciliação", pretendendo ainda que "os crimes de guerra de Israel sejam analisados e que o bloqueio a Gaza seja levantado".

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