Pesadelo sírio continua em Idleb

Forças leais ao regime de Bachar al-Assad prosseguem os ataque aos rebeldes e a jornalista Edith Bouvier publica o relato de como era Homs durante os bombardeamentos.

Forças leais ao regime de Bachar al-Assad estão a atacar quatro localidades na província de Idleb, no que a oposição considera ser o início de uma ofensiva de grande envergadura contra uma zona controlada pelos rebeldes. Teme-se uma operação semelhante à que devastou o bairro de Baba Amr, em Homs, onde segundo fontes credíveis terão morrido mais de 700 pessoas durante um mês de bombardeamentos sistemáticos e ferozes combates com as milícias do Exército Sírio Livre.

Entretanto, há informações de que as represálias em Homs continuam a produzir vítimas. Segundo os comités de coordenação local, citados pela BBC, dezenas de pessoas foram mortas ontem em Baba Amr, horas depois da visita da responsável pelas operações humanitárias da ONU, Valerie Amos, que esteve no local apenas 45 minutos, sem acesso às zonas mais antingidas. A mesma fonte afirma que as forças de segurança mataram muitos civis na zona de Jobar, no mesmo bairro de Homs. Uma única família teve 20 mortos, outra 16, não havendo qualquer hipótese de confirmação.

O indesmentível é que a destruição em Baba Amr ocorreu em larga escala. Valerie Amos disse à Reuters estar "preocupada com o que aconteceu às pessoas que viviam naquela parte da cidade".

Um relance do pesadelo que se viveu em Homs é hoje publicado no Le Figaro pela enviada especial Edith Bouvier, que ficou ferida numa explosão que matou dois outros jornalistas ocidentais. No seu relato fica claro que os bombardeamentos da artilharia duravam todo o dia e eram indiscriminados. As forças sírias tinham aviões não tripulados a dominar os céus. No hospital onde foi tratada, Bouvier assistiu às falhas de eletricidade e à improvisação constante. A jornalista foi repatriada para França a 2 de março e submetida a uma operação cirúrgica na sexta-feira passada.

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