Palestina deve obter estatuto semelhante ao Vaticano

Os palestinianos deverão obter hoje um estatuto de observador não membro na ONU, semelhante ao que tem o Estado do Vaticano, depois de a Assembleia Geral das Nações Unidas votar a resolução submetida pelo presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, nesse sentido.

Ao contrário do Conselho de Segurança, em que é necessária unanimidade, na Assembleia da ONU é apenas necessária aprovação por maioria simples dos 193 Estados membros desta organização.

Os países europeus estão divididos no apoio ao estatuto para a Palestina: enquanto países como Portugal e Espanha já garantiram o voto a favor, outros como o Reino Unido e a Alemanha optaram pela abstenção e outros ainda reservam a sua posição final para os últimos momentos. Rússia, Turquia e Rússia foram outros dos países que se manifestaram já a favor.

Os Estados Unidos votarão contra e Israel, apesar de ser contra, anunciou hoje, através do porta-voz do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, Yigal Palmor, que não tem intenção de anular os acordos que tem com os palestinianos.

O que americanos e israelitas temem é que os palestinianos, depois de obterem este estatuto, que lhes permitirá aderir a várias organizações e tratados internacionais, o usem para recorrer ao Tribunal Internacional de Justiça da ONU contra Israel para obrigar o Estado hebreu a renunciar à sua política de colonatos na Cisjordânia (uma parte dos territórios palestinianos; a outra é a Faixa da Gaza).

A ameaça se sanções e de boicote financeiro por parte dos EUA e de Israel fica assim sempre a pairar no ar, mas a Liga Árabe, já prometeu, entretanto que apoiará os palestinianos, em caso de necessidade, com um "balão de oxigénio" financeiro da ordem dos 100 milhões de dólares. Em última instância, Israel pode reter os impostos recolhidos para a Autoridade Palestiniana, reduzir o número de autorizações de trabalho para palestinianos no seu países, entre outras medidas.

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