Palestina admitida como Estado observador na ONU

Com 138 votos a favor, 9 contra e 41 abstenções, a Autoridade Palestiniana deixa para trás a condição de "entidade" e, apesar da oposição de Israel e dos Estados Unidos, é agora um Estado observador não-membro da ONU. Europa dividida na votação.

No mesmo dia em que se assinalou o Dia Internacional da Solidariedade para com o Povo Palestiniano, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou ontem uma resolução histórica que elevou o estatuto internacional da Palestina.

A votação foi antecedida pelos discursos de Mahmud Abbas, Presidente da Autoridade Palestiniana, e do representante de Israel na ONU, o embaixador Ron Prosor. Foram proferidas palavras duras, com Abbas a apelar à ONU que emitisse uma "certidão de nascimento à Palestina" e sublinhando o "direito dos plaestinianos a defenderem-se da ocupação ".

Por sua vez, Prosor defendeu que a resolução "ignora a segurança e os interesses de Israel" e acusou Abbas de preferir viajar para Nova Iorque "em vez de se deslocar a Jerusalém para dialogar". Prosor disse ainda que esta decisão "não modificará" a situação no terreno, já que não é a Autoridade Palestiniana que controla Gaza, mas antes o grupo islamita Hamas.

Apesar de a chefe da diplomacia da União Europeia se ter pronunciado a favor da criação de um Estado palestiniano, os 27 não conseguiram chegar a um consenso e o voto acabou por ser disperso. Catherine Ashton afirmou que a UE está preparada para reconhecer um Estado palestiniano "no momento oportuno", defendendo que "só uma solução política pode trazer uma segurança duradoura, a paz e a prosperidade para palestinianos e israelitas".

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