Oposição egípcia aproveita segundo aniversário da revolução para contestar Irmandade Muçulmana

A oposição egípcia quer fazer hoje do segundo aniversário da revolução que derrubou Mubarak uma jornada de contestação ao Presidente Mohamed Morsi e à Irmandade Muçulmana, com epicentro na emblemática Praça Tahrir, no Cairo.

Dezasseis partidos da oposição marcaram concentrações para quatro locais distintos da capital egípcia que deverão depois convergir para a praça que em 2011 serviu de palco principal aos protestos contra o regime de Hosni Mubarak.

A contestação centra-se na lentidão das reformas por parte do governo eleito e de Morsi, apoiado pela Irmandade Muçulmana, nomeadamente no que diz respeito ao combate à corrupção, justiça social e combate à pobreza.

A Constituição aprovada em referendo em dezembro de 2012 é outro fator que divide a sociedade egípcia, polarizada no apoio aos islamitas e na contestação aos poderes eleitos.

O ministério do Interior apelou aos cidadãos para "protegerem a propriedade pública" e cumprirem a lei nas manifestações de hoje, comprometendo-se a não mandar as forças de segurança intervir na Praça Tahrir mas avisando que não tolerará distúrbios ou pilhagens nas imediações.

A ameaça de confrontos é real e já na quinta-feira manifestantes e polícia se enfrentaram quando um grupo de pessoas tentou derrubar um muro levantado pelas autoridades junto à praça Tahrir para impedir o acesso ao edifício do parlamento egípcio.

A contribuir para o ambiente estão também as ameaças de uma claque do clube de futebol Al Ahly, que jurou vingar-se dos adeptos de um clube adversário que estão acusados pela morte de 74 adeptos do Al Ahly em fevereiro de 2012 nos confrontos que ocorreram no estádio de Port Said.

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