Ofensiva israelita já fez mais de 70 mortos

Sete três mulheres e quatro crianças palestinianas morreram hoje na sequência de 'raides' lançados pela aviação israelita em Gaza, elevando para 76 o número de mortos pela ofensiva de Israel que hoje entra no terceiro dia.

As suas casas, situadas na cidade de Jan Yunes, no sul de Gaza, foram atingidas por três mísseis israelitas. Segundo fontes médicas, o número de palestinianos feridos supera os 400.

Só hoje os raides israelitas, visando mais de 300 alvos na Faixa de Gaza, terão provocado pelo menos 20 mortos, de acordo com várias fontes.

Por outro lado, o exército israelita cifra em cerca de 360 o número de mísseis, com diferentes capacidades de alcance, disparados contra Israel, dos quais 255 caíram em solo israelita e 67 foram intercetados pelas baterias do seu sistema antimísseis "Iron Dome".

Até ao momento, não há relatos de que os ataques levados a cabo pelas milícias palestinianas a partir de Gaza tenham provocado vítimas mortais.

Esta manhã, as sirenes voltaram a soar na cidade de Telavive, onde um 'rocket', cuja autoria do disparo foi entretanto reivindicada pelo Hamas, foi abatido em pleno voo pelo 'Iron Dome', segundo revelou o exército israelita.

A tensão entre Israel e as fações armadas palestinianas intensificou-se desde o desaparecimento, a 12 de junho passado, de três jovens israelitas na Cisjordânia, cujos cadáveres foram localizados há cerca de uma semana em Hebron.

A situação viria a agravar-se logo de seguida, com o homicídio de um palestiniano de 16 anos, cujo cadáver queimado foi encontrado num bosque de Jerusalém, crime que a Polícia considera uma possível vingança por parte de nacionalistas judeus.

A escalada de violência entre Israel e o movimento Hamas levou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a agendar para hoje uma reunião de emergência.

O encontro vai começar às 10:00 locais (15:00 em Lisboa) e contará com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que irá apresentar as informações mais recentes sobre a situação do conflito no terreno.

Seguidamente, decorrerão, à porta-fechada, consultas entre os 15 membros das Nações Unidas.

Esta reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas tinha sido reclamada pelos palestinianos e pelos países árabes e também pelo próprio secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

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