Mubarak teve crise cardíaca ao chegar à prisão

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, hoje condenado a prisão perpétua pela morte de manifestantes em 2011, sofreu uma crise cardíaca à chegada à prisão de Tora, onde está a ser atendido, informaram fontes médicas à televisão estatal.

O presidente deposto foi condenado a prisão perpétua e ordenado a dar entrada no setor medicalizado da prisão de Tora.

Fontes da segurança egípcia disseram entretanto que Mubarak resistiu a sair do helicóptero que o transportou do tribunal para a prisão.

As mesmas fontes, que falaram sob anonimato, dizem que o ex-presidente, de 84 anos, chorou e pediu que o levassem de volta ao hospital militar onde esteve em prisão preventiva desde que o julgamento começou, a 3 de agosto.

As autoridades demoraram 30 minutos a convencê-lo a sair do helicóptero e a entrar na prisão.

Esta será a primeira vez que Mubarak ficará numa prisão desde que foi detido.

Nos últimos meses, Mubarak, de 84 anos, esteve em prisão preventiva num hospital militar nos arredores do Cairo. Os médicos têm dito que o ex-ditador está fraco e perdeu peso por se recusar a comer. Os clínicos informaram que Mubarak sofre de depressão profunda.

Hosni Mubarak, que durante 30 anos governou o Egito com uma mão de ferro, foi hoje condenado a prisão perpétua por envolvimento nas mortes de 850 manifestantes durante a revolta popular que o derrubou, em fevereiro do ano passado.

Ao fim de um julgamento de dez meses, Mubarak ouviu, deitado numa maca e de óculos escuros, a sentença ditada pelo Tribunal Penal do Cairo.

O ex-ministro do Interior Habib al-Adly foi também condenado a prisão perpétua por envolvimento naquelas mortes, enquanto seis antigos comandantes da polícia foram absolvidos.

O tribunal deixou cair a acusação sobre os dois filhos do antigo ditador, Alaa e Gamal Mubarak, que eram acusados de corrupção. Segundo o juiz, os crimes de que eram acusados os filhos de Mubarak já prescreveram.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG