MNE francês reúne-se na terça-feira com homólogo russo

Os chefes da diplomacia francês e russo reúnem-se na terça-feira em Moscovo para discutir a crise síria, nomeadamente a aplicação do plano russo para entregar o arsenal químico sírio ao controlo internacional, anunciou hoje o governo russo.

"Terá lugar uma discussão em pormenor sobre os assuntos mais atuais da cena internacional, incluindo os mais graves problemas regionais e, em primeiro lugar, a situação na Síria à luz da iniciativa russa para a entrega das armas químicas sírias ao controlo internacional", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Lukashevich.

Em declarações à agência RIA-Novosti, o porta-voz afirmou que "apesar das conhecidas diferenças nos enfoques da Rússia e França sobre a forma de resolver a crise síria, a alta qualidade do diálogo russo-francês permite procurar pontos de encontro num ambiente de confiança e de forma aberta".

Dessa forma, acrescentou, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, e o homólogo russo, Serguei Lavrov, poderão também procurar vias para atuar conjuntamente com o objetivo de encontrar uma solução para o conflito.

Lavrov e Fabius abordarão também outros assuntos da região do Médio Oriente, como a crise do Egito, assim como a situação no Mali e o programa nuclear iraniano.

Segundo informou o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros, Fabius viajará para Moscovo depois de se reunir na segunda-feira com os seus homólogos dos Estados Unidos, John Kerry, e do Reino Unido, William Hague, para discutir o conflito sírio, na sua ronda de consultas com todos os membros do Conselho de Segurança da ONU.

Antes, no domingo de manhã, reunir-se-á em Pequim com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês.

Os chefes das diplomacias russa e norte-americana, Serguei Lavrov e John Kerry, reúnem-se hoje, pelo terceiro dia consecutivo, para delinear um plano de controlo do arsenal químico sírio.

De acordo com as Nações Unidas, o conflito na Síria - em que a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil - fez mais de 100 mil mortos desde 2011 e perto de dois milhões de refugiados, que têm sido acolhidos sobretudo na Jordânia, Turquia e Líbano.

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