Jornalista espanhol do 'El Mundo' já saiu da Síria

Javier Espinosa, o jornalista do diário espanhol El Mundo, chegou quarta-feira ao Líbano. No seu site o jornal afirma que Espinosa "saiu da Síria e encontra-se, no Líbano, de perfeita saúde".

Espinosa era o último jornalista espanhol a trabalhar em Homs, a cidade síria que se transformou no centro da rebelião ao regime de Bachar al-Assad. O jornalista do El Mundo sobreviveu ao bombardeamento que vitimou, na semana passada, a jornalista americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochlik.

A chegada de Espinosa ao Líbano ocorre quando se intensificam as notícias de que as forças de Damasco estão a apertar o cerco a Homs e, como afirmou um responsável militar, tencionam "limpar" Baba Amr dentro de horas.

Com cem mil habitantes, o bairro de Baba Amr, na cidade de Homs, transformou-se num baluarte da resistência à repressão do regime que há mais de três semanas bombardeia a cidade e o bairro.

Na terça-feira e perante a pressão internacional para que acabe com a violência, Assad optou por enviar para Homs tropas de elite para participar na "limpeza" do bairro e na "derrota" da cidade.

E enquanto as tropas do regime mantêm a repressão, o Conselho Nacional Sírio (CNS, oposição) anunciou a criação de um "gabinete militar" para supervisionar a "resistência armada".

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