Irmandade Muçulmana garante que vai continuar protestos

Um dos líderes da Irmandade Muçulmana no Egito garantiu hoje que o movimento irá continuar os protestos, depois do governo instalado pelos militares ter anunciado a decisão de o considerar como um "grupo terrorista".

"Os protestos continuarão, certamente", afirmou em declarações à agência noticiosa francesa AFP Ibrahim Munir, um membro do conselho executivo do grupo, que está exilado em Londres, acrescentando que no ver da Irmandade Muçulmana a decisão é "ilegal".

"Esta é uma tentativa de incriminar a Irmandade", disse Ibrahim Munir sobre a decisão, tomada um dia depois do atentado suicida à sede da polícia na cidade de Mansoura que matou 15 pessoas, um ataque reivindicado por um grupo inspirado na Al-Qaeda.

O governo interino do Egito, nomeado pelo exército que retirou Mohamed Morsi (vencedor das eleições pela Irmandade Muçulmana) do poder em julho, culpa o movimento pelo ataque e decidiu hoje "declarar o movimento Irmandade Muçulmana como organização terrorista".

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