Hezbollah ameaça sair do governo no Líbano

O Hezbollah vais retirar os seus ministros do governo de união libanês se não for convocada para hoje uma reunião de emergência sobre o tribunal da ONU ao assassínio de Rafic Hariri, disse hoje um ministro xiita.

O movimento xiita libanês deu terça-feira ao governo um prazo de "algumas horas" para tomar uma decisão sobre o Tribunal Especial da ONU para o Líbano, que deverá implicar o movimento no assassínio de Hariri em 2005 e que o Hezbollah quer ver repudiado pelo governo.

"Se o conselho de ministros não se reunir, isso quererá dizer que não há governo e os 11 ministros apresentarão a sua demissão hoje", disse o ministro da Saúde, Mohammad Jawad Khalifé, do movimento xiita Amal, aliado do Hezbollah. Em declarações à televisão do Hezbollah, a Al-Manar, Khalifé precisou que os ministros dos movimentos xiitas vão reunir-se hoje à tarde para "anunciar uma posição".

O Tribunal, que deve concluir em breve a acta de acusação, é desde há meses objecto de um braço de ferro entre Said Hariri, que recusa comprometer o Tribunal, e o partido xiita, que acusa esta instância de estar "a soldo de Israel e dos Estados Unidos" e de se basear em "testemunhos falsos".

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