Funeral na 2ª feira com cerimónias oficiais e privadas

O funeral do antigo primeiro-ministro israelita Ariel Sharon, hoje falecido, em Telavive, vai realizar-se na segunda-feira numa cerimónia privada, no sul de Israel, anunciou hoje o canal 1 da televisão israelita.

De acordo com a mesma fonte, os restos mortais do ex-governante vão ficar expostos no domingo na Praça do Parlamento (Kneset) para que a população lhe possa prestar homenagem.

Foi o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que confirmou a morte do ex-chefe do Governo Ariel Sharon num hospital perto de Telavive, aos 85 anos.

Sharon estava internado no hospital Tel Hashomer, perto de Telavive, em coma desde 04 de janeiro de 2006, quando sofreu um forte derrame cerebral, e o seu estado piorou no dia 01 de janeiro, quando registou problemas renais após uma cirurgia.

Ariel Sharon - primeiro-ministro de Israel entre 2001 e 2006 - será sepultado numa quinta onde vivia, e onde já se encontra sepultada a mulher, Lili Sharon.

Situada a sul da faixa de Gaza, a quinta foi o centro da sua vida privada e política, porque ali tomou as decisões mais difíceis como governante.

Na segunda-feira de manhã será celebrado, no mesmo local, um ato oficial de homenagem com a presença de líderes políticos nacionais e estrangeiros, entre eles, o representante do Governo dos Estados Unidos, vice-presidente, Joe Biden, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, e o enviado especial do Quarteto do Médio Oriente (Tony Blair).

O Quarteto para o Médio Oriente é composto pelos Estados Unidos da América, a Federação Russa, a ONU e a União Europeia, tendo nomeado o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como seu representante numa missão de mobilizar o apoio aos Palestinianos e construir as instituições e a economia de um Estado viável em Gaza e na Cisjordânia.

"Arik" (diminutivo de Ariel) Sharon ficará na história como o artífice da invasão do Líbano em 1982, quando era ministro da Defesa, mas também como o chefe do Governo israelita que evacuou tropas e colonos da Faixa de Gaza em 2005.

Uma comissão oficial de inquérito concluiu a sua responsabilidade por não ter prevenido nem impedido os massacres nos campos de refugiados palestinianos de Sabra e Chatila em Beirute, em setembro de 1982, perpetrados por uma milícia cristã aliada de Israel.

Forçado a demitir-se, tornou-se no entanto primeiro-ministro em 2001, sendo reeleito em 2003.

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