EUA insistem que Assad tem de sair

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, insistiu hoje no afastamento do Presidente sírio, Bashar al-Assad, como parte de qualquer solução política para o conflito na Síria.

Todas as partes estão a trabalhar para formar "um Governo de transição com o acordo mútuo de ambas as partes(...), o que significa claramente, na nossa opinião, que o presidente Assad não fará parte desse Governo de transição", disse Kerry à imprensa depois de um encontro em Roma com o homólogo da Jordânia, Nasser Judeh.

O chefe da diplomacia norte-americana anunciou também uma nova ajuda humanitária dos Estados Unidos para os refugiados sírios no valor de 100 milhões de dólares (76 milhões de euros), perto de metade da qual será dada à Jordânia, onde chegam diariamente cerca de 2.000 refugiados.

Até agora, 26 meses passados desde o início do conflito na Síria, os Estados Unidos anunciaram um total de 510 milhões de dólares de ajuda ao povo sírio e de 250 milhões de ajuda direta aos rebeldes que combatem o regime de Assad.

"Dez por cento da nossa população atual são refugiados sírios", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano. "Dado o ritmo atual, contamos que aumente para 20 ou 25 por cento até ao fim do ano e possivelmente para 40 por cento em meados de 2014", acrescentou.

"Nenhum país consegue fazer frente a números tão importantes como os que acabei de descrever", disse ainda o ministro jordano, cujo país acolhe um total de cerca de 525.000 refugiados sírios.

John Kerry adiantou, por outro lado, que se mantêm os planos para uma conferência internacional sobre a Síria, depois de, na quarta-feira, ter acordado com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, trabalhar em conjunto por uma solução para a questão.

"Há uma resposta muito positiva e uma vontade muito forte" de encontrar uma solução, disse Kerry, que hoje falou telefonicamente com vários homólogos.

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