Bombardeamentos dos EUA afastam islamitas de Kobani

Os ataques aéreos dos Estados Unidos terão afastado o Estado Islâmico do centro da cidade curda de Kobani, na fronteira da Turquia. Pelo menos 12 pessoas morreram terça-feira à noite em manifestações noutras cidades curdas para protestar contra a inação do governo turco.

Em cidades das províncias curdas no sudeste da Turquia, as populações manifestaram-se contra o governo turco, alegando que este não tem feito o suficiente para proteger Kobani. A cidade encontra-se rodeada por combatentes do Estado Islâmico há três semanas, estando sob ataques de artilharia há vários dias.

O Estado Islâmico hasteara a sua bandeira negra na parte oriental da cidade na segunda-feira, mas desde então os ataques aéreos americanos duplicaram. De acordo com o que disse à Reuters Idris Nassan, ministro adjunto dos negócios estrangeiros da região, "os bombardeamentos foram muito eficazes e, em resultado disso, o Exército Islâmico foi afastado de muitas posições."

A Turquia optou por não se juntar à coligação liderada pelos Estados Unidos, preferindo deixar um espaço evacuado de segurança ao longo da sua fronteira com a Síria.

O avanço dos islamitas já fez com que mais de 180 mil dos habitantes curdos da região tenham fugido para a Turquia. O dirigente preso do Partido dos Trabalhadores Curdos, Abdullah Ocalan, avisou a semana passada que, se houver um massacre de curdos em Kobani, isso condenará o processo de paz que o governo turco tem tentado encetar com os separatistas curdos.

Nos confrontos da noite de terça-feira, terão morrido pelo menos 12 pessoas em confrontos com a polícia e em confrontos entre separatistas e simpatizantes do Estado Islâmico, dizem as autoridades locais, citadas pela Reuters.

As tensões entre a Turquia e a sua minoria curda já duram há décadas. Também houve manifestações em Istambul, a maior cidade do país, onde, segundo o governador, 98 pessoas foram presas e 30 ficaram feridas.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG