Atentado mata ministro da Defesa em Damasco

Um atentado contra o edifício onde decorria uma reunião de ministros e chefias militares causou, pelo menos, a morte do responsável pela pasta da Defesa, do cunhado do Presidente Assad e ferimentos graves no ministro do Interior.

O atentado visou o edifício dos serviços de segurança nacional, situado no centro de Damasco e sujeito a controlos apertados, matou o general Daoud Rajha, ministro da Defesa, feriu com gravidade o ministro do Interior, Maohammad Ibrahim al-Chaar, além de outros responsáveis presentes na reunião.

Entre as vítimas mortais está também o número dois da hierarquia militar e vice-ministro da Defesa, Asef Chawkat, que é cunhado do Presidente Bachar al-Assad.

Além do ministro do Interior, ficaram também feridos o responsável pelos serviços de segurança nacional, general Hicham Ikhtiar, considerado uma figura chave no aparelho repressivo sírio, e mais altos dirigentes do regime.

Os feridos estavam a ser transportados para o hospital de Al-Chami, que foi entretanto isolado pelas forças de segurança.

A televisão libanesa Al-Maydeen, citada por várias agências, revelou que o atentado foi realizado por um elemento da guarda pessoal de um dos presentes na reunião, que trazia consigo um cinto com explosivos. O atacante suicida fez detonar os explosivos ao entrar na sala onde decorria a reunião.

A televisão oficial reconheceu que Daoud Rajha "morreu como um mártir num atentado terrorista suicida" e admitiu a existência de mais vítimas.

O ataque surge no dia seguinte ao anúncio pela oposição que ia desencadear a "batalha pela libertação de Damasco", com o objetivo de fazer cair o regime. Os combates intensificaram-se nas últimas horas na capital síria, com "40 a 50 soldados das regulares sírias", segundo o dirigente do Observatório Sírio dos Direitos do Homem, Rami Abdel Rahmane, em declarações à AFP.

A intensificação na violência na capital síria, onde decorrem combates desde o fim de semana, coincide com movimentações diplomáticas de última hora, antes da realização de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU que deve decidir sobre a continuação da missão da organização na Síria. Rússia e China têm bloqueado no Conselho de Segurança todas as tentativas de condenar a repressão do regime de Damasco.

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