Ahmadinejad diz que programa nuclear vai prosseguir

O Irão vai prosseguir com o programa nuclear "mesmo que o mundo inteiro se oponha à república islâmica", disse hoje o Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, por ocasião do Dia Nacional da Tecnologia Nuclear, noticiou a agência oficial IRNA.

Segundo disse hoje Ahmadinejad no Dia nacional da Tecnologia Nuclear, "o país resistiu às pressões inimigas sobre o seu programa nuclear para defender a sua dignidade", considerando que essa "resistência é muito mais valiosa do que o acesso à tecnologia nuclear".

O Presidente do Irão fez ainda alusão aos cientistas nucleares iranianos assassinados, por cujas mortes responsabilizam Israel e os Estados Unidos, advertindo que esses crimes "não poderão bloquear o progresso tecnológico e científico do Irão".

Ahmadinejad assegurou que o "progresso da tecnologia nuclear pacífica pressuporá também progressos noutros campos", considerando-o uma "locomotiva" que impulsionará dezenas de indústrias subsidiárias.

As declarações do Presidente do Irão foram proferidas a poucos dias da reunião da próxima semana entre os representantes do Irão e do Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e pela Alemanha, para tratar da questão nuclear iraniana, que deverá realizar-se em Istambul.

As duas anteriores reuniões do Irão com o 5+1, realizadas em dezembro de 2010 em Genebra e em janeiro de 2011 em Istambul, resultaram num fracasso.

Tanto as Nações Unidas como os Estados Unidos mantêm sanções ao Irão devido ao programa nuclear, que alguns governos, com o de Washington à cabeça, creem que pode destinar-se ao fabrico de bombas atómicas, o que Teerão nega assegurando que se destina apenas para uso civil e pacífico.

Israel, Estados Unidos e, em certa medida, o Reino Unido ameaçaram atacar o Irão para impedir o desenvolvimento nuclear, o que Teerão contestou assegurando que respondia de forma esmagadora em caso de agressão.

Alguns países como a Rússia e a China opõem-se a novas sanções ao Irão e alertaram para consequências imprevisíveis e catastróficas que poderia ter para o mundo um ataque ao território iraniano, uma opinião partilhada por alguns governos e peritos, incluindo os de Israel e dos Estados Unidos.

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