Acordo com Irão contribui para estabilidade, diz MNE

Portugal congratulou-se ontem com o acordo sobre o programa nuclear iraniano alcançado entre a comunidade internacional e Teerão, acreditando que o compromisso "contribuirá para o reforço da estabilidade e da segurança a nível regional e internacional".

"Acreditamos que o acordo concluído, uma vez comprovada a sua implementação, contribuirá para o reforço da estabilidade e da segurança a nível regional e internacional", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado enviado às redações.

As potências ocidentais (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido - e a Alemanha) e o Irão alcançaram na madrugada de domingo, em Genebra, um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

O regime de Teerão comprometeu-se a não enriquecer urânio acima de 5% durante seis meses em troca do alívio de sanções.

O acordo prevê também que o Irão desmantele "os conetores técnicos" que permitem o enriquecimento acima de 5%.

"Este acordo visa permitir um plano consensual para esclarecer, através de passos concretos e transparentes, as preocupações internacionais sobre o programa nuclear iraniano", indicou a nota informativa do ministério tutelado por Rui Machete.

A diplomacia portuguesa também felicitou as equipas negociais envolvidas nas três rondas de Genebra "pelo intenso trabalho desenvolvido desde outubro último" e "pelo seu firme compromisso em encontrar, pela via diplomática, uma solução mutuamente satisfatória".

Com o compromisso de Genebra, as potências garantiram o alívio das sanções contra o Irão, avaliadas em sete mil milhões de dólares, durante seis meses, mas se o país não cumprir por completo o acordo as sanções voltarão a entrar em vigor.

No âmbito do protocolo alcançado, o Governo iraniano comprometeu-se a parar o enriquecimento de urânio até 20% e só poderá fazê-lo abaixo de 5%, apenas o suficiente para ser utilizado em atividades civis, a não expandir as centrais nucleares de Fordo e Natanz e a parar a construção da central de Arak, onde se poderia produzir plutónio.

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