3 'rockets' intercetados por defesa antimíssil israelita

De nada valem os apelos de cessar-fogo. Os ataques aéreos de Israel contra Gaza causaram hoje 30 mortos entre os palestinianos. O Hamas lançou três "rockets" contra Tel-Aviv, que foram intercetados pelo sistema anti-míssil israelita.

Segundo a AFP, que cita a televisão israelita, três "rockets" foram hoje intercetados nos céus de Tel-Aviv, a capital económica de Israel. Um quarto atingiu uma zona desabitada no centro do país.

Do outro lado do conflito contabilizaram-se hoje 30 mortos palestinianos na sequência de ataques aéreos de Israel contra Gaza, segundo disseram à AFP fontes médicas palestinianas.

A escalada de violência, passados cinco dias desde o início da crise, fizeram 135 mortos e mais de 950 feridos, segundo o porta-voz dos serviços médicos de emergência de Gaza, Ashraf al-Qudra.

O porta-voz dos serviços médicos de emergência de Gaza disse também que durante os mesmos ataques foram atingidas duas mesquitas, uma dependência bancária e várias casas de membros do Hamas.

De acordo com Israel, pelo menos uma das mesquitas atingidas estava a ser usada como depósito de armamento.

A operação militar israelita foi lançada na quinta-feira na sequência dos ataques de grupos palestinianos na fronteira.

Segundo o Exército de Telavive foram disparados 525 tiros de morteiro e foguetes contra Israel, enquanto 138 foguetes foram intercetados pelo sistema defensivo anti-míssil israelita (Iron Dome).

Decorre nesta altura a crise mais sangrenta na região desde novembro de 2012, registando-se um número cada vez mais elevado de foguetes lançados contra Jerusalém e Telavive mas também contra zonas mais a norte como Hadera, situada a 116 quilómetros de Gaza.

Um soldado israelita ficou gravemente ferido, vítima de um tiro de morteiro na quinta-feira e um civil sofreu ferimentos depois de um lança-foguetes ter atingido uma estação de abastecimento de gasolina na cidade portuária de Ashdod.

Outros dois soldados ficaram feridos na zona próxima da fronteira com Gaza.

Israel acionou a mobilização de quatro mil reservistas e ameaça com uma operação militar terrestre em Gaza.

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