Mahmud Abbas condena ataque a sinagoga em Jerusalém ocidental

Em comunicado, Abbas condenou "a morte dos fiéis que oravam na sinagoga" e, ao mesmo tempo, a "morte de civis de qualquer tipo".

O Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, condenou hoje o atentado contra uma sinagoga em Jerusalém ocidental que causou a morte a pelo menos seis pessoas, depois de os dirigentes israelitas lhe terem atribuído a responsabilidade pelo sucedido.

Em comunicado, Abbas condenou "a morte dos fiéis que oravam na sinagoga" e, ao mesmo tempo, a "morte de civis de qualquer tipo".

O tiroteio que ocorreu hoje numa sinagoga e seminário rabínico do bairro ortodoxo de Har Nof, em Jerusalém ocidental, fez pelo menos seis pessoas, entre elas os dois presumíveis atacantes.

O ataque foi o mais mortífero dos últimos anos em Jerusalém e ocorreu dois dias depois de os palestinianos terem apelidado de "ataque racista" aquele executado contra um motorista de um autocarro palestiniano também em Jerusalém ocidental.

Imediatamente após o ataque de hoje, realizado com machados, facas e armas de fogo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que este "foi um resultado direto de incitação realizada pelo Hamas e Mahamud Abbas".

Até ao momento, o ataque ainda não foi reivindicado, mas o Hamas, a partir de Gaza, referiu que se trata de uma resposta à morte do motorista de autocarro, a qual a polícia israelita diz tratar-se de um suicídio, e os "ataques" contra a esplanada de Mosquées.

O movimento islamita apelou mais uma vez ao Presidente Abbas para romper os acordos de cooperação de segurança com Israel.

Abbas, que apelou à ONU para denunciar a "escalada" de Israel contra o Monte do Templo, onde extremistas judeus estão a intensificar a sua campanha pelo direito de rezar, pediu hoje, novamente, que se parem "os ataques contra a Al-Aqsa, as provocações aos colonos e a incitação à violência de alguns ministros israelitas".

O presidente palestiniano reiterou que "a ocupação é a causa de tensão", e que deverá proximamente pedir ao Conselho de Segurança da ONU um calendário para colocar um fim à ocupação dos Territórios palestinianos.

Também o ministro britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond, e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, condenaram o tiroteio de hoje em Jerusalém e pediram aos líderes palestinianos que condenem o ataque.

Numa declaração em Londres, Kerry qualificou o ataque de "puro terror" e "brutalidade" e expressou a sua solidariedade com os israelitas, depois de seis pessoas, entre elas os dois presumíveis atacantes mortos pela polícia, terem morrido na sinagoga no bairro ortodoxo de Har Nof.

"A liderança palestiniana deve condenar este ataque", insistiu, por seu turno, o secretário de Estado norte-americano, que pediu que sejam tomadas medidas para colocar a região do Médio Oriente num "caminho distinto".

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