Líderes europeus prometem mais dinheiro para responder à crise dos refugiados

Chefes de Estado e de governo dos 28 prometem mais fundos para agências que ajudam refugiados. "Hotspots" para registo de refugiados criados até fim de novembro na Grécia e em Itália. 160 mil serão recolocados. Portugal receberá, em princípio, 4500

Evitando um confronto aberto sobre a questão das quotas obrigatórias para a repartição de refugiados, os líderes europeus acordaram ontem um plano que pretende ser "um passo na direção certa", sobre o problema dos refugiados. Como ação prioritária, a União Europeia (UE) deverá disponibilizar mil milhões de euros para o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a agência das Nações Unidas para os Refugiados ACNUR), de acordo com as conclusões do Conselho Europeu.

O presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, indicou que espera que o dinheiro seja canalizado "através do PAM e da ACNUR", de modo a chegar aos países mais pressionados pelos fluxos migratórios "como Turquia, Jordânia, Líbano e outros países da região", bem como aos "países europeus na linha da frente" do problema. Após o final da cimeira, Tusk disse ainda que serão criados os chamados "hotspots" para identificação e registo de refugiados em países como a Grécia e a Itália até ao final de novembro. E que ele e o presidente da Comissão Europeia se reunirão com o presidente turco Recep Erdogan a 5 de outubro.

No decorrer deste ano, dos 28 países da União Europeia, apenas 18 contribuíram para o PAM, mas cortaram as suas contribuições, à exceção da Holanda, que as aumentou em 5,8%. Em 2014, Portugal contribuiu com dez mil dólares (cerca de nove mil euros). Neste ano, figura entre os países europeus que não contribuíram para o PAM, segundo dados disponibilizados no site desta agência da ONU e atualizados no dia 20. Os outros países da UE que também aplicaram cortes de 100% nas verbas para o PAM são a Áustria, a Estónia, a Grécia, Hungria e a Eslováquia. A Croácia, a Letónia, a Polónia e a Roménia não entregaram qualquer montante nos últimos dois anos para o PAM.

LEIA MAIS NA EDIÇÃO IMPRESSA OU NO E-PAPER DO DN:

Mais Notícias

Outras Notícias GMG