Julgamento de Strauss-Kahn: depôs a figura central do processo

Ex-relações públicas do hotel Carlton refutou acusações de proxenetismo, afirmando que se limitou a apresentar prostitutas a amigos.

O julgamento que envolve o antigo chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn (DSK), num caso de proxenetismo no norte de França foi assinalado no segundo dia pela audição de René Kojfer, figura central do processo.

Kojfer, 74 anos, antigo responsável pelas relações públicas do Carlton, um hotel de luxo de Lille, é acusado de proxenetismo agravado por ter organizado uma rede de prostituição de luxo e ter garantido lucros com esta atividade.

Perante os juízes, rejeitou as acusações ao afirmar que se limitou a prestar serviço a amigos, apresentando-lhes prostitutas que conhecia.

Foi durante uma das conversas telefónicas, escutadas pela polícia, que surgiu pela primeira vez o nome de DSK.

No enanto, uma ex-prostituta que hoje também depôs no processo assegurou que a rede com ligações ao hotel Carlton a apresentou a "uma figura pública".

A primeira parte deste julgamento com diversos cenários centra-se na rede de prostituição alegadamente dirigida pelos proprietários e o responsável pelas relações públicas do Carlton.

Foi durante o "caso Carlton" surgiu o nome de DSK, cuja carreira política e empresarial, e as supostas ambições presidenciais, implodiram quando uma empregada de hotel em Nova Iorque o acusou de assédio sexual em 2011.

Nafissatou Diallo, proveniente da Guiné Conacri, é agora proprietária do restaurante "Chez Amina" em Bronx, com gastronomia africana, americana e espanhola.

O julgamento do antigo diretor do FMI iniciou-se na segunda-feira em Lille, com a sua defesa a garantir que Dominique Strauss-Kahn desconhecia que as mulheres que participam nas festas que organizava eram prostitutas.

Acusado de proxenetismo agravado e de ser o principal beneficiário e instigador de festas libertinas, DSK pode ser condenado a uma pena de 10 anos de prisão e uma multa de 1,5 milhões de euros.

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