Itália investiga morte de 11 pessoas vacinadas contra a gripe

Autoridades suspeitam da vacina Fluad, que não terá sido distribuída fora de Itália

A Agência italiana do Medicamento (AIFA, na sigla em italiano) anunciou hoje que está a investigar a morte de 11 pessoas que nos últimos dias foram vacinadas contra a gripe.

"A AIFA está a recolher todos os elementos necessários para verificar caso a caso", explicou a entidade, num comunicado.

A vacina sob suspeita (Fluad) é produzida pela empresa Novartis Vaccines and Diagnostics e, segundo a comunicação social italiana, não foi distribuída no estrangeiro e só está disponível em Itália.

Na mesma nota informativa, a AIFA acrescentou que "neste momento, não é possível afirmar que exista uma relação direta entre a administração da vacina e as mortes registadas, dado que isso requer informações mais completas que devem ser fruto de uma análise cuidada".

Na quinta-feira, este organismo proibiu como "medida de precaução" a venda de dois lotes desta vacina, após a morte de duas pessoas na Sicília (sul) que tinham sido vacinadas 48 horas antes.

A medida da AIFA acabou por suscitar polémica em Itália. Como tal, o organismo considerou como "possível" que o "repentino aumento de notificações" de casos possa ter sido potenciado pelo "impacto mediático [do caso] na população".

Os procuradores das cidades onde foram registados os óbitos, como foi o caso de Prato e Siena (centro), também abriram inquéritos para apurar as causas das mortes.

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