Holandeses retomam investigação no local do acidente do MH17

Apesar das trocas de tiros, autoridades holandesas regressam para recuperar restos mortais e objetos das vítimas.

As autoridades holandesas regressaram na segunda-feira ao local onde se despenhou o Boeing da Malaysia Airlines, na Ucrânia, retomando as operações para recuperar restos mortais e objetos, apesar da esporádica troca de tiros.

Os holandeses integram uma equipa da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que tem intermediado o regresso ao local onde caiu o avião, em território ocupado pelos separatistas pró-russos, a 17 de julho.

Todas as 298 pessoas que seguiam a bordo, dos quais dois terços eram holandeses, morreram na queda do avião que explodiu em pleno voo depois de atingido por inúmeros projéteis, de acordo com um relatório preliminar do Gabinete de Segurança da Holanda, encarregado do respetivo inquérito.

Os separatistas e o governo da Ucrânia repetem acusações mútuas sobre a responsabilidade na queda do avião comercial.

"Quatro holandeses estavam no local do desastre, como parte de uma equipa da OSCE", disse o porta-voz do Ministério da Justiça, Jean Fransman, à agência AFP, indicando que camiões se encontram a recuperar objetos antes de regressarem à Holanda.

Especialistas forenses da Holanda suspenderam as operações na zona no início de agosto por causa dos combates em curso, com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, a lamentar a falta de acesso ao local, onde uma frágil trégua foi acordada.

A Holanda ficou responsável por identificar os corpos e investigar as causas do desastre.

Até ao momento, foram identificadas 272 das 298 vítimas.

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