Hamas contra novo projeto palestiniano no Conselho de Segurança da ONU

A 30 de dezembro, o Conselho de Segurança rejeitou uma resolução palestiniana para a conclusão de negociações de paz com Israel no prazo de um ano.

O movimento radical palestiniano Hamas afirmou hoje a sua "oposição total" ao plano do presidente Mahmud Abbas de voltar a apresentar ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução para pôr fim à ocupação israelita.

"O Hamas opõe-se totalmente a qualquer regresso ao Conselho de Segurança da ONU pela Autoridade Palestiniana", afirmou o porta-voz do movimento, Sami Abu Zuhri, num comunicado.

"Um tal passo seria uma insensatez política e um jogo perigoso com o destino do nosso país", acrescentou.

A 30 de dezembro, o Conselho de Segurança rejeitou uma resolução palestiniana para a conclusão de negociações de paz com Israel no prazo de um ano e a retirada israelita dos territórios ocupados desde 1967 ao longo dos dois anos seguintes.

No Conselho, países como a China, a Rússia e França votaram a favor da resolução, enquanto os Estados Unidos e a Austrália, entre outros, votaram contra. Outros cinco membros abstiveram-se, entre os quais a Nigéria, que inicialmente anunciara a intenção de votar favoravelmente.

Com a resolução a não conseguir atingir o limiar de nove votos a favor, os Estados Unidos não tiveram de recorrer ao direito de veto, politicamente sensível para as relações com os seus aliados árabes.

A 2 de janeiro, a liderança palestiniana anunciou a intenção de voltar a apresentar uma resolução ao órgão máximo das Nações Unidas. À agência France Presse, o porta-voz de Mahmud Abbas, Nabil Abu Rudeina disse que o texto seria apresentado "em breve", sem precisar qualquer data.

Com a entrada em 2015, a composição do Conselho de Segurança mudou, com a entrada de cinco novos membros não-permanentes -- Angola, Malásia, Nova Zelândia, Espanha e Venezuela -, alguns dos quais têm tido uma política mais favorável aos palestinianos.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, cinco permanentes e com direito de veto -- Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -- e dez não permanentes.

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