Grécia vai levar novas propostas e faz pressão sobre Merkel

Cimeira. Líderes europeus e dos credores têm estado em contacto nos últimos dias. Extensão do resgate parece cada vez mais certa.

O destino da Grécia conhece amanhã mais um capítulo com a realização de um Eurogrupo e de uma cimeira de líderes da zona euro extraordinários. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou na sexta-feira que esta segunda reunião servirá para esclarecer os pontos de vista de cada uma das partes e não para conseguir uma "solução mágica". Mas ontem Atenas prometeu apresentar em Bruxelas mais medidas, enquanto Angela Merkel já vaticinou que esta poderá ser uma cimeira de decisões. Yanis Varoufakis concorda, mas diz que tal dependerá da chanceler alemã.

A decisão desta duas reuniões extraordinárias foi tomada na quinta-feira depois de mais um Eurogrupo sem conclusões. O programa de resgate de Atenas termina no dia 30, data em que caducam também os 7,2 mil milhões de euros que restam do empréstimo das instituições. É também a 30 que a Grécia tem de pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI, referentes às quatro prestações de junho.

A 20 de fevereiro, quando foi decidida a extensão por mais quatro meses do programa grego, ficou também decidido que este tempo seria usado para que os credores - Comissão Europeia, BCE e FMI - e a Grécia conseguissem chegar a um acordo. Mas já estamos na segunda metade de junho e parece não haver solução à vista.

E a haver poderá já não chegar a tempo - um acordo entre as duas partes teria de ser aprovado pelos ministros das Finanças da zona euro e pelos parlamentos de alguns países europeus, como a Alemanha. Falta de tempo que fundamenta as notícias de que a solução a curto prazo para a situação da Grécia poderá passar por uma nova extensão do programa de resgate. Resta saber se Atenas aceitará esta oferta, caso ela venha a ser feita.

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