Grécia acena com taxas do IVA. BCE dá nova ajuda aos bancos

Cimeira. Tsipras deve encontrar-se com Juncker, Draghi e Lagarde hoje de manhã. Schäuble mantém defesa da austeridade.

Meia Europa passou este fim de semana ao telefone numa tentativa em contra-relógio de conseguir um acordo entre a Grécia e os credores na cimeira extraordinária de líderes da zona euro que se realiza hoje em Bruxelas horas depois de um Eurogrupo, também ele extraordinário. A palavra de ordem é o tempo está a esgotar-se. E de facto está: o programa de resgate de Atenas termina dia 30, provocando o desaparecimento dos 7,2 mil milhões de euros que restam do empréstimo das instituições. Também nesse dia a Grécia tem de pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI das quatro prestações de junho. Enquanto isso, o Banco Central Europeu, também ele um credor, vai fazendo a sua parte: garantir a sobrevivência do sistema bancário grego.

O governo helénico esteve ontem reunido durante horas para ultimar as propostas que Alexis Tsipras vai apresentar hoje aos seus colegas da zona euro, tendo em vista "um acordo benéfico mútuo", resumiu fonte do executivo. No final da reunião, o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, limitou-se a dizer: "Estamos a ir ao encontro de um acordo".

Segundo a imprensa grega, neste pacote de medidas Atenas admite fazer alterações nas taxas do IVA, um dos pontos de desentendimento com os credores, propondo aumentar de 6% para 13% a taxa da eletricidade (as instituições queriam 23%) e restaurantes, mas mantendo os medicamentos a 6%.

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