França e Egito pedem reunião no Conselho de Segurança da ONU sobre Estado Islâmico

O pedido ocorreu um dia depois de o grupo jihadista ter difundido um vídeo em que mostra a execução de cristãos coptas egípcios que foram sequestrados na cidade de Sirte.

O presidente francês, François Hollande, e o seu homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, decidiram pedir ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião para abordar a "ameaça" que representa o Estado Islâmico.

De acordo com um comunicado difundido pela presidência francesa, os dois chefes de Estado abordaram, numa conversa telefónica, a necessidade de a comunidade internacional adotar "novas medidas para fazer frente ao perigo".

A conversa ocorreu um dia depois de o grupo jihadista ter difundido um vídeo em que mostra a execução de cerca de vinte coptas egípcios que foram sequestrados na cidade de Sirte, no norte da Líbia, por extremistas leais ao movimento Estado Islâmico (EI).

Hoje, pelo menos cinco civis morreram nos bombardeamentos do exército egípcio sobre posições do EI na Líbia, de acordo com as autoridades de segurança da cidade oriental de Bengasi.

Segundo a mesma fonte, os bombardeamentos causaram a morte a três crianças e duas mulheres, habitantes da cidade de Derna, situada a 1300 quilómetros a este de Tripoli e considerado o feudo dos seguidores de Abu Bakr al-Baghdadi na Líbia.

O ataque foi lançado em represália pelo assassinato no domingo de cerca de 20 coptas egípcios às mãos do EI, que causaram danos graves em várias casas de Derna.

A Líbia é um estado falido, vítima do caos e da guerra civil desde que em outubro de 2011 a OTAN apoiou os bombardeamentos aéreos aos rebeldes e contribui para a derrota do regime ditatorial de Kadafi.

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