FARC raptam general e complicam diálogo de paz

Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, suspendeu negociações em Havana, mas guerrilha diz ter vontade de "resolver impasse".

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, tinha tudo preparado para festejar hoje o segundo aniversário das negociações de paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Mas o sequestro, no domingo, do general Rubén Darío Alzate, comandante de uma unidade especial antiguerrilha, e de outras duas pessoas estragou a festa. Santos anunciou que os negociadores não voltam a Havana, onde decorre o processo de paz, sem a libertação dos reféns. As FARC dizem-se "surpreendidas" com a decisão do presidente e mostram-se "dispostas a continuar as conversações".

Num comunicado lido por um dos membros da delegação das FARC na capital cubana, Pastor Alape, a guerrilha disse que "o processo de paz, cujos avanços suscitaram esperança e reconciliação, não pode ser ameaçado por decisões impulsivas". E pediu ao governo que ponha fim às suas incoerências. Alegadamente, o comandante - junto com o cabo Jorge Rodriguez e a advogada Gloria Urrego - foram sequestrados quando estavam vestidos à civil e sem escolta numa zona rural no departamento de Chocó, com forte presença guerrilheira.

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