Uma das Pussy Riot detidas foi observada no hospital

Um dos elementos da banda de punk rock Pussy Riot, Maria Alyokhina, que tem estado em greve de fome na última semana, foi hoje hospitalizada por um curto período, indicaram os seus apoiantes.

"Acabámos de ser informados de que Alyokhina foi internada para ser examinada na ala médica da prisão", disse na rede social Twitter o coletivo artístico radical Voina, próximo da banda punk.

Uma hora depois, indicava que Alyokhina tinha tido alta e que lhe tinha sido garantida uma reunião com os seus apoiantes no estabelecimento prisional onde se encontra, nos Urais, na cidade de Berezniki.

Irina Khrunova, advogada de Alyokhina e do outro elemento da banda também detido, Nadezhda Tolokonnikova, disse que as autoridades da prisão estavam especialmente atentas à rapariga de 24 anos desde que esta começara o seu jejum, na passada quarta-feira.

"Mas hoje, fizeram um 'checkup' mais pormenorizado", declarou à agência de notícias francesa AFP.

Alyokhina afirmou que ia fazer greve de fome em protesto contra o facto de as autoridades não lhe terem permitido ir pessoalmente a uma audiência de liberdade condicional.

Um tribunal dos Urais rejeitou, no dia seguinte, o seu pedido de liberdade condicional.

Alyokhina e Tolokonnikova foram condenadas a dois anos de prisão em agosto passado, por vandalismo motivado por ódio religioso, depois de terem feito uma atuação anti-Vladimir Putin numa grande catedral de Moscovo.

Tolokonnikova está a cumprir pena numa prisão diferente, na região central da Mordovia.

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