Ucrânia acusa a Rússia de "invasão militar"

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de ter invadido militarmente o seu território com 80 soldados, helicópteros e veículos blindados, numa aldeia situada no outro lado da fronteira administrativa entre a península da Crimeia e a Ucrância continental.

O ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros pediu "a retirada imediata" destas forças e ameaçou responder "com todos os meios para parar a invasão militar" russa.

Esta não é a primeira posição ocupada pelas forças russas fora da Crimeia já que a barreira de controlo de Tchongar, dominada pelas forças russas e por militares pro russos, também se localiza a cerca de um quilómetro a norte da "fronteira" administrativa entre a Crimeia e a Ucrânia.

O ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirma que o exército russo realizou uma operação utilizando helicópteros perto da aldeia de Strilkove, na região de Kherson.

Segundo Kiev, "80 soldados" tomaram o controlo da aldeia "apoiados por quatro helicópteros e três veículos blindados de combate".

"O ministério declara que se trata de uma invasão militar pela Rússia e pede à parte russa a retirada imediata das suas forças militares do território da Ucrânia", salienta um comunicado daquele organismo do governo.

A resolução do conselho de segurança das Nações Unidas contra o referendo na Crimeia hoje votado recebeu o veto da Rússia, enquanto a China se absteve, tendo sido rejeitado.

A resolução, apresentada pelos EUA, destinava-se a defender a integridade territorial da Crimeia não reconhecendo o referendo.

Os EUA já reagiram a esta decisão do governo russo, dizendo que "a Rússia tem o poder de vetar a resolução, mas não pode vetar a verdade" sobre a sua atuação na Ucrânia.

A embaixadora de Washington nas Nações Unidas, Samantha Power, afirmou que Moscovo "usou o seu veto como cúmplice de uma incursão militar ilegal".

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