Strauss-Kahn vai mesmo enfrentar Diallo outra vez

Um juiz norte-americano decidiu hoje que o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn não tem direito a imunidade diplomática e o caso da camareira Nafissatou Diallo de prosseguir na justiça.

DSK, como Strauss-Kahn é conhecido, que enfrenta outro processo por proxenetismo em França, viu assim rejeitado o pedido que impediria de ser julgado no processo de alegada violação a Diallo. O ex-diretor do FMI viu as acusações criminais neste caso serem anuladas, por o ministério público pôr em causa a credibilidade da alegada vítima. Ele terá agora de voltar a enfrentar as acusações, uma vez que a camareira veio agora à justiça exigir uma indemnização.

Em maio de 2011, DSK foi detido quando tentava voltar a França de avião e acusado de violação. Acabou por ser libertado, não sem antes ter de deixar a liderança do FMI.

A dias da segunda volta das presidenciais francesas entre o atual chefe do Estado, Nicolas Sarkozy, e o socialista François Hollande, estas revelações estão a ser postas em causa pelos analistas.

DSK já antes viera negar as alegadas declarações que teriam dado ao britânico The Guardian a acusar Sarkozy de estar por detrás de uma camapnha para o denegrir. Antes do escândalo de Nova Iorque, o ex-patrão do FMI era favorito à nomeação socialista. O seu afastamento abriu a porta a Hollande.

No domingo à noite, DSK voltou, contudo, a marcar a campanha, ao aparecer na festa de aniversário de um dirigente socialista, onde estavam outras figuras do partido. Uma atitude "de mau gosto", segundo a ex-companheira de Hollande candidata derrotada em 2007.

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