Strauss-Kahn enfrenta processos a 15 e a 28 de março

A seguir à sua comparência em Lille, França, por causa de um caso de proxenetismo conhecido como "caso Carlton", o ex-líder do FMI viu o tribunal do Bronx, em Nova Iorque, anunciar para 15 de março a primeira audiência do processo civil que lhe foi movido por Nafissatou Diallo, a empregada do hotel Sofitel, que o acusou de agressão sexual há quase um ano.

Os escândalos sexuais teimam em perseguir DSK, nome por que é conhecido nos media franceses o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional e ex-favorito às presidenciais de França.

Hoje, depois de sair em liberdade após 32 horas de detenção em Lille, França, foi noticiado pela AFP que Strauss-Kahn será acusado a 28 de março de "cumplicidade" com uma rede de proxenetismo e uso indevido de bens corporativos em Lille.

Caso seja condenado, DSK poderá ter que cumprir uma pena de 20 anos de prisão. O ex-ministro, que foi detido em Nova Iorque a 14 de maio de 2011 por suspeita de violação de uma empregada de hotel, foi interrogado sobre a sua alegada participação em orgias em Paris e Washington, de forma a determinar se sabia que algumas das presentes eram prostitutas.

O tablóide britânico 'Daily Mail' citava fonte próxima do processo para dizer que uma prostituta alegou ter viajado para Washington quando DSK era diretor do FMI, tendo este tentado arranjar-lhe um visto para que continuasse a trabalhar nos EUA. Caso se confirme esta nova acusação, será mais um escândalo a juntar-se aos vários de teor sexual que têm atingido DSK no último ano.

Já esta noite, foi noticiado, também pela AFP, que o tribunal do Bronx, em Nova Iorque, vai realizar a primeira audiência do proceso civil de Diallo a 15 de março. A empregada do Sofitel, natural da Guiné-Conacri, viu o procurador de Nova Iorque arquivar as acusações contra DSK por considerar que ela era pouco credível. O ex-líder do FMI saiu em liberdade, regressando à França, mas a 8 de agosto ela decidiu apresentar queixa civil.

Os advogados do político socialista francês haviam requerido o arquivamento deste processo a 26 de setembro, alegando que DSK beneficiava de imunidade diplomática. Mas, a avaliar por esta notícia, o tribunal do Bronx decidiu mesmo aceitar a queixa da empregada do Sofitel.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG