Strauss Kahn diz que política "pertence ao passado"

Dominique Strauss-Kahn assegura que a política pertence "ao passado" e que agora vai dedicar-se às suas novas funções de consultor.

Em entrevista ao canal de televisão Rússia 24 e à agência Itar-Tass, o ex-presidente do FMI afirmou: "Para mim, a política pertence ao passado. Hoje em dia, sou consultor de governos e de grandes empresas em vários países, nos quatro cantos do mundo: na Rússia, em África e na América Latina".

O socialista, que chegou a ser considerado como candidato presidencial em França, foi nomeado em julho membro da comissão de observação de duas instituições financeiras detidas maioritariamente pelos poderes públicos russos: o Fundo russo de investimentos diretos (RDIF) e o Banco russo para o desenvolvimento regional (BRDR), controlado pela petrolífera Rosneft.

Estas sociedades "querem ter uma visão mais ampla de todos os mercados no mundo", explicou Strauss Kahn nessa entrevista, citada pela AFP. "Os dirigentes dessas empressas acharam que os meus conhecimentos lhes seriam úteis e este trabalho agrada-me, porque considero que todas as forças económicas devem trabalhar em conjunto". Strauss Kahn acredita que a Rússia vai "internacionalizar de maneira significativa a sua atividade económica" e "investir noutros países, e na Europa".

Dominique Strauss Kahn ocupava o cargo de diretor do FMI desde 2007 quando foi preso, a 14 de maio de 2011, em Nova Iorque, sob acusaçao de abuso sexual de uma empregada do hotel onde estava instalado. Além disso, vai ser julgado, com mais 12 pessoas, por "proxenetismo agravado" por ter participado em festas com prostitutas remunerdadas no Hotel Carlton, em Lile, França.

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